Porque certas palavras se repetem no caminho:
Sempre que sonho deponho as armas e o silencioso ofício dos dias.
Ainda que alguém me detenha quero ser Eva e Ave que esvoaçam com as palavras onde encontro o segredo interdito e desfaço as rotinas com o Sol e as asas de todos os silêncios.
Sempre que sonho atravesso uma porta que não resiste e me oferece a pulsação do corpo o lume e a língua uma espécie de presença e espuma.
Ainda que o artefato das pedras rugosas persista como o anzol que escava presas antigas acolho-as como flechas de fogo que me nascem entre as mãos.
Sempre que sonho lavro os materiais secretos do Amor deponho as armas, o tempo e os dias...


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