terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Lei para os Crucifixos...

Resposta de um frei para a Lei que acaba
com o uso dos cruxificos nas
repartições publicas do estado de SÃO PAULO




NOTA DEZ!!!...Este Frade falou em nome de todos os cristãos...


e falou a mais pura verdade...


Símbolos Religiosos nas repartições públicas do Estado de SP"
(Fonte: FOLHA de SÃO PAULO, de 09/08/2009)"Sou Padre católico e concordo plenamente com o
Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos
religiosos das repartições públicas.


Nunca gostei de ver a Cruz em tribunais, onde os
pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são vendidas e
compradas...


Não quero ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde
a corrupção é a moeda mais forte...


Não quero ver a Cruz em delegacias, cadeias e
quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.. .


Não quero ver a Cruz em prontos-socorros e
hospitais, onde pessoas (pobres) morrem sem atendimento. ..


É preciso retirar a Cruz das repartições públicas,
porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa da
desgraça dos pequenos e pobres."


Frade Demetrius dos Santos Silva * São Paulo/SP

Mãe acusa cachorro eletrônico de xingar, em vez de cantar para sua filha

A britânica Leigh McPherson, 20, comprou para sua filha Mia, de quatro meses, o cachorrinho eletrônico Violet (foto abaixo), que canta músicas baixadas do site do fabricante.
Para sua surpresa, no entanto, a mãe diz ter ouvido um palavrão logo na primeira canção– “fuck” em vez de bark (latir).
Segundo o “The Sun”, no entanto, a LeapFrog Toys afirmou tratar-se de uma questão de sotaques.


“O brinquedo é dos Estados Unidos, e a voz tem sotaque norte-americano. A empresa diz que a palavra é ‘bark’ [latir]. Mas, para qualquer britânico, soa como aquela palavra com ‘F’”, disse a mãe de Mia, ao jornal britânico.


O “The Sun” afirmou que a empresa pediu desculpas e fez uma nova gravação, que já está disponível, para evitar casos como esse.


“O maior problema, agora, são meus amigos. Todos eles querem brincar com o cachorro, pois o consideram hilário”, contou Leigh.

Lá do: The Sun
Fonte: http://uoltecnologia.blogosfera.uol.com.br/2011/01/18/4211/

A Campus Party 2011 começou!

Quarta edição do evento vai até sábado (22) e
contará com mais de 6,8 mil participantes




Começou nesta segunda-feira (17) a Campus Party Brasil, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo que acontece pela quarta vez em São Paulo e vai até o próximo sábado (22). Cerca de 6,8 mil campuseiros irão acampar no Centro de Exposições Imigrantes para acompanhar os sete dias de palestras, workshops, oficinas e debates divididos em 11 áreas de conhecimento diferentes.


A abertura oficial do evento é hoje às 22h, com uma palestra de Paco Ragageles, um dos fundadores da Campus Party.


Entre os destaques dessa edição, está a participação do ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, que falará nesta terça-feira (18), às 13h, sobre a abrangência acadêmica e comercial da internet. No mesmo painel, também estará Tim-Berners Lee, considerado o pai e criador da WorldWideWeb, ao idealizar um projeto global que permitisse que pessoas trabalhassem em conjunto.


Além deles, o diretor gerente da Wikimedia Foundation, Kul Wadhwa, também estará na Campus Party, assim como o co-fundador da Apple, Steve Wozniak, que fechará o evento no sábado (22) às 19h.


Os campuseiros tiveram que aguardar a abertura dos portões em uma fila enorme e debaixo de chuva. Segundo alguns participantes, a entrada do evento estava mal organizada. Danilo Augusto, parceiro do Olhar Digital e criador do site I/O Tecnologia, veio de Natal (RN) para o evento e afirmou estar há mais de sete horas na fila. "Cheguei aqui ao meio dia, está um bagunça. A entrada está lenta e é uma só para todo mundo", disse. Ao final da tarde, os organizadores anunciaram que, em 2012, as credenciais serão entregues nas residências dos campuseiros, diminuindo o tempo de entrada.
A comunidade CASEMODBR se faz presente com belos cases, os colegas são fera em modding e estão fazendo bonito. 

Este é um dos representantes, qualidade, bom gosto e criatividade.



O UOL está cobrindo a feira, vejam em:



domingo, 16 de janeiro de 2011

A complicada arte de viver


Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas.


Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.


William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.


Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.


Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".


Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".


A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.


Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".


Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...

Por uma vida menos virtual


Hoje em dia trocar telefones parece já não ser mais o suficiente.

Uma lista de outras conexões começa a complicar, e atrapalhar, toda a história do conhecer e decifrar – que deveria ser lenta e pausada pelo bom desenvolvimento da situação.

A internet, como ferramenta, pode sim ser extremamente útil aproximando as pessoas, mas por outro lado acaba afastando e complicando alguns tipos de relacionamentos que ensaiam começar.

É como se o excesso de informação apresentada em pouco tempo, pelas páginas do orkut, facebook, postagens em blogs ou tweets, lhe contassem prematuramente detalhes que você só descobriria após um certo envolvimento – não causando grande choque ou até repulsa.

Além disso o tão instantâneo messenger lhe coloca em contato direto com pessoas das quais você deseja apenas uma simples ligação ou um sms.

Onde fica a ansiedade para que isso aconteça?

Não há tanta graça em acordar e descobrir que você já foi rastreado de todas as maneiras possíveis.

Nisso o que perde é a vida real que se esvai entre as conexões virtuais.

Não mais que de repente lhe cercam por mil e um pontos que você mesmo alimenta dia após dia com postagens inocentes – e naturalmente você também entra nessa brincadeira mente quem diz que não.

Foursquare, instagram… e aí?!

Fica a sensação de que num possível encontro real tudo o que poderia ser discutido de forma animada já foi contado pelo teclado.

Que grande perda!

Ainda pior é quando a troca virtual lhe tira tudo o que você tem de melhor…

Aquelas coisas que ganham brilho e graça no contato direto, na troca de olhares, no tato, no cheiro...

Qual o charme em um status de online?

Faça-me o favor.

Fora isso, para os que pouco se controlam no que dizem ou escrevem prazer, Ronaldo, é o sofrimento por saber que sempre algo de desnecessário foi deixado no rastro a ser descoberto por quem mal lhe conhece.

Assim fica a sensação de que é preciso se cercar de diversos lados para ter certeza de que algo de demais não foi revelado para alguém que você acabou de conhecer.

Assim passo a ser inteiramente a favor do telefone.

E pronto.

Gosto da espera, da ligação que chega quando você menos imagina, do encontro leve com perguntas naturais…

Não quero que toda a graça da história fique em chats sem graça de msn.

Cada vez mais a favor de uma vida e de relacionamento menos virtuais.

12 Lições aprendidas com "Os Flintstones"





1) Dinossauros e humanos convivem de boa

2) Você não precisa de eletrecidade para assistir TV ou ligar a luz.

3) Se a água acabar, peça para um elefante - ou algo do tipo - servir de chuveiro

4) Seus pés são tão resistentes quanto pneus

5) Animais podem prover a água para você lavar a louça numa boa

6) Seu chefe sempre vai implicar com você, independente da época que você viva





7) Idem para sua sogra...

8) Na verdade, a única coisa que vale no jornal é a primeira página. Afinal, como fazer outras páginas em um jornal de pedra?

9) Não tem nada demais você ter um dinossauro de estimação e comer um dinossauro na janta...

10) Dinossauros latem.

11) Você não precisa se preocupar com gasolina. Nem em limpar os pés...

E por último, mas não menos importante....



12) ENTRE LOGO EM CASA, ou seu dinossauro irá trancá-lo para fora....


Entenda...


Entenda que não fui eu nem você.
Foi o sufoco.
Eu me sufoquei tentando te agradar.
E você se sufocou tentando me aceitar.
E vice-versa.
E as controvérsias.
Entenda que amor,
às vezes,
sufoca.
Entala.
Prende.
Estanca.
Acaba.
Ou continua,
mas não se concretiza.
Entenda que as coisas são como tem que ser.
Tentamos fazer algo acontecer,
que jamais poderia ser.
E esse ser,
era ser nós,
e não somente eu e você.
Entenda que certas circunstâncias são inevitáveis.
Encontrei um eu em você.
E você encontrou um você em mim,
mas não nos pertencíamos.
E nos devolvemos.
Foi a decisão certa.

Chuva


A chuva é meu fetiche,
meu feitiço,
minha poesia
(é o atalho preferido da minha caneta).

A chuva me alegra,
me acalenta,
me acolhe.

Gosto do prenúncio da tarde nublada,
da garoa,
da gota pesada que despenca da árvore,
da poça que prolonga o caminho.

Gosto das madrugadas chuvosas,
dos pingos que escapam pelas frestas das telhas
e encontram meu rosto,
a página do meu livro.

Ignoro previsões do tempo
(o tempo é mágico, é imprevisível).

Ignoro,
também,
guarda-chuvas,
enfeia a cidade,
atravanca a calçada
e depois de usado se torna um estorvo;
já o guarda-chuva fechado simboliza o pessimismo,
é para quem acha que pode chover,
quem está na chuva e não quer se molhar.

Há quem chame de precaução,
mas para mim o precavido
não passa de um pessimista.

Gosto de permitir que a chuva me alague,
me naufrague.

Gosto do banho de chuva,
do banho de infância,
do “vem pra dentro menino”.

Gosto da chuva fina,
mais insolente.

Gosto das tempestades,
as mais furiosas.

Gosto do abraço e do beijo sob a chuva.

Gosto da chuva que molha a praça,
os cabelos da morena,
mas não termina a festa.

Gosto do meu licor forte e com chuva.

Gosto de chover e sempre chove em mim,
mesmo quando não chove.

No entanto,
nunca espero que o pluvial e o fluvial,
no seu eterno espetáculo de amor e ódio,
invadam o dia das pessoas com arrogância,
com descaso,
de mãos dadas
e que o desespero e a aflição
sejam as cenas de todos os capítulos.

Quando a água alcança o meu peito,
o quadro da minha sala,
a parede da minha alma,
não é mais o poeta quem chove.

As águas de março fecham o verão,
mas são as de abril que saúdam o inverno.

Sem nenhuma promessa.

“NUM DESSES ENCONTROS CASUAIS”


Foi só por um instante, mínimo; talvez menos de um segundo. Mas o suficiente para que seus olhos se encontrassem na interseção do acaso.


Ela estava parada, aguardando o sinal fechar para poder atravessar a faixa de pedestres. Ele caminhava na calçada em sua direção. Ela corrigiu a postura, passou com discrição a mão pelos cabelos, umidificou os lábios.


Sabia que aquele encontro fortuito poderia ser constrangedor, afinal já havia se passado alguns meses. Pensou, então, no que diria: começaria com um “oi”, um “olá”.


Após a surpresa inicial trocariam no rosto beijos cordiais. Seguiriam-se os inevitáveis “como vai?”, “você por aqui”, “há quanto tempo”, “pois é, há quanto tempo”.


Depois o silêncio falaria por eles, como no enredo de uma comédia romântica – ou entabulariam um diálogo ansioso antes que o sinal fechasse, tal qual Paulinho da Viola.


Mas quem garantiria que ele não estivesse apressado ou não quisesse realmente conversar? Nesse caso bastaria um leve aceno de mãos ou de cabeça ou de sobrancelhas, nada mais.


Quando se cruzaram, finalmente, ela respirou fundo, iria esboçar um sorriso, mas não houve tempo. Ele fingiu que não viu e seguiu em frente, sem olhar para trás.


Ela atravessou a rua, mas não estava triste nem decepcionada.


Gostaria apenas que alguém dissesse a ele que fingir que não viu não é somente indelicado, é inútil.

Retrato

o seu retrato

o seu retrato já não
me incomoda

o seu sorriso já não
me incomoda

o seu perfume já não
me incomoda

sua lembrança já não
me distrai



Bilhete...

por que você faz poema?


Para dizer sem dizer
e irritar quem não me entende
(quem me detesta
mas esmiúça minha palavra)

Para alentar meu público fiel
meu público efêmero

Para exibir minha verve
em troca do elogio oco
do pouco-caso

Para que os conhecidos
busquem meus enganos nas entrelinhas
e os desconhecidos espelho na minha farsa

Para transformar minha frase em verso
meu verso em canção
cartão-postal
epígrafe
tatuagem
epitáfio
sacada genial

“Para chatear os imbecis”


A Noite



passo noites inteiras
admirando os quadros
pintura abstrata
auto-retrato

passo noites inteiras vagando
de um lado ao outro da casa
olhando as paredes desbotadas
contando as gotas na vidraça

passo as noites
procurando pelos cantos
um resto de alguém
que a vassoura não levou

Uma paradinha para desestressar

Aprenda uma respiração para se
acalmar da correria do dia-a-dia


Se você vive estressado e as vinte e quatro horas do seu dia não têm sido suficientes para dar conta de tudo, o que fazer?


Nada melhor do que uma paradinha. Inspira... expira... solta... desapega e relaxa. Para o Yoga inspiração é vida, energia, calor e expiração é limpeza, relaxamento, resfriamento.


É bom praticar um pouquinho de respiração durante o dia: vinte minutinhos das vinte e quatro horas são quase nada. De preferência faça sempre no mesmo horário e de estômago vazio.

Dicas para uma boa prática


  • O pranayama começa com uma expiração e termina com uma inspiração. Devemos expelir todo o ar dos pulmões e iniciar o pranayama. Faça uma inspiração normal ao final do pranayama.
  • Entre cada pranayama faça pelo menos duas respirações normais.
  • As inspirações são realizadas com o som sibilante ?ssss?. A expiração com o som aspirado ?hhhh?, isso é natural não force.
  • Faça um relaxamento após o pranayama.
  • Se você sentir mal estar pare o seu pranayama e retome a sua respiração normal.
  • Não faça o pranayama antes ou imediatamente após atividade física, espere pelo menos duas horas para iniciar.

Preparando o pranayama


O pranayama Ujjayi 1 é muito simples. Se você não tem ainda o costume de praticá-lo, faça-o deitado de costas para o chão. Seu objetivo é a percepção das sensações que ocorrem no pulmão durante a respiração, o que leva a uma respiração uniforme após algum tempo de prática.

  • 1 - Coloque uma manta no chão e deite de costas, é bom estar com os ombros abertos e bem apoiados no chão. Os braços ao lado do corpo com as palmas das mãos voltadas para cima.
  • 2 - Deixe os pés e pernas apoiados sobre o assento de uma cadeira formando um ângulo de noventa graus entre as pernas e coxas e as coxas e o abdômen.Feche os olhos.
  • 3 - Fique nesta postura por um ou dois minutos e permita-se relaxar. Para conseguir um relaxamento rápido dos músculos da face cubra os olhos, de forma uniforme, com uma pequena toalha.

Praticando o pranayama


  • 1 - Respire normalmente e durante a respiração observe e sinta o fluxo de ar entrando e saindo do seu corpo de forma consciente.
  • 2 - Quando inspirar cuide para que seus pulmões se encham de maneira uniforme, sinta a expansão do peito para cima e para fora. Sincronize os movimentos.
  • 3 - Expire com calma, esvaziando os dois pulmões ao mesmo tempo e de maneira uniforme. Se houver qualquer desequilíbrio no movimento dos pulmões, corrija.
  • 4 - Faça o pranayama durante dez minutos mantendo os olhos fechados.
  • 5 - Após o relaxamento de pelo menos oito minutos, role para o lado direito, fique na postura fetal, empurre o chão com as duas mãos e sente-se.

Torne seu dia mais leve e alegre

Em meio a rotina,
é importante parar e focar
 no que lhe dá satisfação


Trânsito parado. Pessoas correm de um lado para o outro. Buzinas de carros. Esse é o cenário típico da vida nas grandes cidades. Nesse caos rotineiro, é importante parar e focar no que agrega satisfação para você. Algo como uma recompensa por um dia estafante ou até mesmo uma forma de buscar momentos especiais e tornar o dia mais leve.


Nessa hora, nada melhor do que adoçar o seu dia! Você pode reunir mecanismos como gentileza, amizade, altruísmo e generosidade num encontro com amigos para um lanchinho da tarde. Rever pessoas queridas sempre traz benefícios emocionais e fortalece a consciência de nosso papel social.


Outra forma de se sentir bem é se presentear com algo que goste a cada três tarefas obrigatórias cumpridas. Por exemplo, terminou aquele trabalho que vinha consumindo seu tempo livre há meses? Então, que tal se presentar com uma voltinha no quarteirão, uma lembrancinha naquela loja querida - se você está com as finanças em dia - ou um banho de mar em plena terça-feira?


Tornar a vida mais alegre de ser vivida é tarefa das mais simples e deve ser perseguida por todos.


Somente assim teremos satisfação para continuar exercendo nossas funções rotineiras com mais vigor. É importante lembrar que o lazer e a satisfação pessoal são ingredientes riquíssimos na busca por uma vida equilibrada. E adoçar o dia com pequenos gestos de carinho com você e com os que o cercam é fundamental. Uma das maneiras de se amar é buscar a autorrealização por meio do conhecimento do próprio eu. Olhar para dentro e perceber o que pode tornar o seu dia mais dinâmico e satisfatório. Pergunte-se:


  • Que atitudes posso tomar para me sentir melhor?
  • Como influenciar as pessoas ao meu redor a viverem de uma forma tão realizada quanto eu me proponho nesse momento?


Treinar esses pensamentos é o primeiro passo para trazer mais docilidade ao seu dia. O segundo é colocá-los em prática!


  • Busque o encontro consigo mesmo independente do dia da semana. Não reserve o lazer e a realização apenas para o final de semana. Coisas boas podem - e devem - acontecer numa segunda ou quarta-feira.
  • Reunir pessoas queridas é especial, uma forma de entrar em contato com você através do encontro com o próximo.
  • Organização ajuda a simplificar a vida. Que tal colocar as coisas do seu jeito?
  • Por que não presentar alguém querido com algo preparado manualmente por você? Pode ser uma sobremesa, um desenho, qualquer coisa que faça o outro pensar o quanto é importante na sua vida.
  • Não esqueça da regra: "Gentileza gera Gentileza". Logo, tratar bem os vizinhos e pessoas perto de você pode voltar como energia purificante.
  • Adoçar a si mesmo é adoçar a vida. Autoconhecimento é fundamental para uma vida plena.


Aqui está uma dica de algo que você pode preparar para presentear a si mesmo ou uma pessoa querida:
Brownie da Amizade:
3/4 xícara (chá) de achocolatado
1/2 xícara (chá) de chocolate em pó
2 xícaras (chá) de açúcar
6 colheres de margarina
1 1/4 xícara (chá) de farinha de trigo
4 ovos
1 colher (de café) de sal
1 colher (de chá) de essência de baunilha
1 tablete de chocolate meio amargo ou ao leite picado em cubinhos.
Preparo:
Misture ovos e açúcar primeiro e mexa bem. A seguir, acrescente os outros ingredientes. O resultado será um creme uniforme. Despeje numa assadeira forrada com papel manteiga e leve ao forno na temperatura de 180ºC por aproximadamente 45 minutos. Faça o teste do palito: ao sair seco, seu brownie estará pronto.
O ideal é que fique a parte de cima tostadinha e a parte interna suave.Corte em quadradinhos ou bolinhas e sirva quente. Você pode adicionar uma bola de sorvete de creme ou chocolate.

Afinal, o meu signo mudou?

Recentemente astrônomos de Minnesota, nos EUA, afirmaram que a precessão dos equinócios teria mudado o alinhamento das estrelas e, consequentemente, os signos do zodíaco. No entanto, é importante esclarecer que existe uma diferença entre constelações e signos. As primeiras se movem na esfera celeste e podem mudar de lugar, mas os signos são fixos.

Para você entender melhor, imagine que uma faixa circular é projetada a partir da Terra e dividida em doze setores iguais. Isso é o que astrologicamente chamamos de "signos zodiacais". Os signos, para a Astrologia, são geométricos. Mas como algumas constelações celestes levam o mesmo nome dos signos astrológicos, muita gente confunde e acha que signos e constelações são a mesma coisa.


Por esse motivo, seu signo não mudou, justamente porque nunca foi uma constelação. Os signos da Astrologia são trópicos e não constelacionais."seu signo não mudou, justamente porque nunca foi uma constelação. Os signos da Astrologia são trópicos e não constelacionais." Dizer que alguém é Ariano, por exemplo, não tem a ver com o fato dessa pessoa ter nascido enquanto o Sol passava pela constelação de Áries. O que acontece é que, neste nascimento, o Sol transitava pela zona geométrica que, para a Astrologia, corresponde ao signo de Áries.


Mesmo que tal informação quebre o romantismo de uma noite estrelada, é preciso entender que a constelação e o signo astrológico de Áries são dois assuntos completamente diferentes. Deste modo, você já sabe a resposta quando ler por aí que o seu signo mudou ou quando se deparar com pessoas que acreditam que a Astrologia usa os signos errados.

Crie tempo para seus relacionamentos e viva melhor

 
 
A correria do dia a dia acaba deixando de lado amigos, parentes, colegas de trabalho, e outras pessoas que você gosta. Você sabe o quanto isso faz falta! Como é possível diante de todas as demandas diárias ainda dedicar tempo para esses relacionamentos? Jeito sempre existe quando queremos algo de verdade! Mas quando colocamos essas coisas na agenda acabamos adiando (se não for seu caso, ótimo!), por isso é importante aproveitar certas oportunidades para ter esse tempo.

Além das atividades tradicionais que você pode agendar, separei algumas estratégias simples para o dia a dia e algumas sugestões e idéias que algumas mulheres comentaram durante as entrevistas para o meu livro "Você, Dona do Seu Tempo":

Faça um hobby em conjunto – Se você descobriu um hobby que tal convidar seu relacionamento para experimentar esse hobby também? Quando fazemos algo prazeroso, nem percebemos o tempo passar e os elos de amizade e companheiros são reforçados! Se você ainda não tem um hobby que tal experimentar diversas opções até achar uma que você goste? Sozinha às vezes é chato dar o primeiro passo, mas acompanhada fica mais fácil. Não precisa ser todos os dias, comece nos finais de semana e com pouco tempo de duração, mas faça isso de forma constante e consistente.

Nunca almoce sozinha! – Já escreveram até livro com esse tema, aonde o autor propõe que seu almoço seja um momento ideal para cultivar seu networking pessoal e profissional. Fazendo um plágio dessa idéia, aproveite seus almoços e convide as pessoas importantes para conversar. Ao planejar sua semana veja as oportuniddes e faça um convite com antecedência, se você fizer isso pelo menos 1 vez por semana já poderá fazer uma grande diferença para você.

Faça um esporte - Academia é aquela atividade que sabemos que é importante, que precisamos fazer, mas raramente mantemos por muito tempo não é verdade? Mas quando você tem companhia para ir, para te levar (ou arrastar) fica mais prazeroso e uma acaba motivando a outra, além de reforçar seu relacionamento!

Aproveite o trânsito - Se você mora em uma grande cidade como São Paulo, pode planejar sua semana aproveitando melhor o trânsito. Por exemplo, vai para um bairro distante de sua rotina, mas próximo de algum amigo? Por que não dar uma passadinha? É dia de rodízio e precisa ficar até mais tarde no escritório? Que tal marcar um barzinho nesse dia? Está parada no trânsito? Por que não dar uma ligadinha para dar um oi?

Festas avulsas – Você só faz festa para comemorar aniversários? Que tal uma festa para comemorar a vida? Não precisa de uma data especial para reunir as pessoas importantes! Toda hora é hora para viver seus relacionamentos. Agende uma festa e chame as pessoas especiais, motivo: tempo para quem merece tempo!

A internet eliminou a geografia – A distância não é mais desculpa para ficar longe das pessoas que você gosta. Hoje existe Skype, MSN, e-mail, chat, Orkut, Fotologs, que ajudam você a ficar mais perto de quem você gosta! Compre uma câmera, um microfone, instale o MSN, o Skype, escreva um blog, às vezes não podemos ficar presencialmente próximos, mas podemos ficar virtualmente conectados! Mas cuidado com esse tipo de atividade em horário de expediente, os comunicadores instantâneos são grandes ladrões de tempo.

Mande um cartão – Existem ocasiões que precisamos pedir desculpas, perdão, dizer obrigado, até mais, dizer que amamos, enfim, palavras são muito poderosas! Experimente enviar um cartão para as pessoas importantes de sua vida, diga o porquê e como elas fazem a sua vida relevante! Se quiser, a internet tem bons sites de cartões virtuais que podem ajudá-la!
*Por Christian Barbosa, especialista em administração de tempo e produtividade. Autor dos livros "A Tríade do Tempo e Você", "Dona do Seu Tempo", "Estou em Reunião" e co-autor de "Mais Tempo, Mais Dinheiro". Mais informações em www.triadedotempo.com.br e www.maistempo.com.br.

Porno-tapados

O livre acesso à pornografia promovido
pela internet mudou como enxergamos o sexo?

O livre acesso à pornografia promovido pela internet mudou nossa maneira de enxergar o sexo – e, por que não, o mundo. Mas quais são os efeitos dessa enxurrada de imagens explícitas: ansiedade nos homens e insatisfação nas mulheres ou maior tolerância sexual?

Paloma Blanco
Alguns anos atrás, o estudante de filosofia inglês Matt McCormack Evans estava na biblioteca de sua universidade quando viu uma bibliotecária colocando livros nas prateleiras. A cena lhe pareceu sexy – e ele logo pensou que seria legal procurar algum material pornô com bibliotecárias, segundo contou ao jornal inglês The guardian. Evans, que tinha acesso livre à internet na universidade e frequentava sites de sexo explícito, percebeu que sua percepção da realidade estava mudando por conta da pornografia que consumia. A dele e a de seus colegas homens. E isso não era uma coisa boa.


O momento da verdade veio quando Evans viu um cara apertar a bunda de uma mulher numa balada. Foi o estopim para a criação do site Anti Porn Men Project, manifesto e manual de instruções para quem acredita que o material com sexo explícito disponível na internet em geral é degradante para as mulheres e influencia o comportamento dos homens em relação a elas.


“Quando eu via material pornô, eu pensava: ‘Isso é algo à parte da minha vida, não vai afetar a maneira como eu vejo o mundo’. Mas eu percebi que afetava sim”, conta Evans, de 22 anos. “A pornografia não satisfaz as necessidades sexuais do homem. Nem de ninguém. Então, se o pornô não cumpre nem esse papel básico, por que não há mais pessoas questionando sua existência?”


Mais do que um punhado de imagens explícitas, a pornografia é hoje campo de debate político e social. Ela incentiva a exploração das mulheres ou só representa os desejos ocultos da sociedade? Ver pornografia torna alguém mais insensível ou menos preocupado com o bem-estar sexual do parceiro? A disputa entre os que são a favor ou contra o pornô mostra que existem outras questões envolvidas, para além dos juízos morais. Não há consenso entre as mulheres, muito menos entre os homens, que ainda hoje são o principal alvo da multimilionária indústria do pornô.


Mas todos – especialistas em sexualidade, filósofos, jornalistas e cidadãos comuns – concordam em um fato: nunca foi tão fácil ter acesso à pornografia. Se antes tínhamos de ir à banca de jornal, constrangidos, comprar uma revista ou escapar para o fundo da locadora de vídeos para buscar novidades na seção “adulta”, hoje a internet oferece muito de tudo, no conforto do lar, de forma gratuita.


O instituto de pesquisa Top Ten Search Review estima que a indústria pornográfica faça circular U$ 97 bilhões por ano no mundo (número que chega a R$ 100 milhões no Brasil). São 420 milhões de páginas com sexo explícito na internet. Quase metade dos usuários (43%) acessa esse tipo de conteúdo. Hoje, a idade média para a primeira exposição à pornografia está na casa dos 11 anos.
“A pornografia não satisfaz as necessidades sexuais de ninguém. Então, se o pornô não cumpre nem esse papel básico, por que não há mais pessoas questionando sua existência?”
Existem consequências para esse open bar da sacanagem? A jornalista americana Pamela Paul diz que sim, e são graves. Em seu livro Pornified, ela alega que a superexposição às imagens pornográficas está tornando as relações sexuais menos espontâneas, criando impaciência nos homens e ansiedade nas mulheres. Eles querem performances como as que veem em vídeos e elas têm medo de não corresponder às expectativas. Os homens estão se viciando em pornografia e deixando as mulheres de lado para se dedicar a horas intermináveis de sexo online. Para chegar a tais conclusões, Paul fez uma pesquisa com mais de cem pessoas, a maioria homens.

Paloma Blanco


Mulheres humilhadas
A associação entre pornografia e maus-tratos a mulheres está calcada no pensamento de duas filósofas feministas americanas: Andrea Dworkin e Catherine McKinnon. Juntas, escreveram em 1983 um projeto de lei para a cidade de Minneapolis no qual a pornografia era classificada como violação dos direitos civis das mulheres. A lei chegou a ser aprovada na esfera legislativa, mas foi vetada pelo prefeito. O argumento básico pode ser resumido à ideia de que revistas, filmes e sites pornográficos reproduzem relações desiguais entre homens e mulheres e incentivam a submissão das mulheres e até o estupro. Num depoimento à advocacia geral dos EUA em 1986, Dworkin declarou que no país existia “uma pornografia na qual todas as maneiras possíveis de humilhar uma mulher viraram uma forma de prazer sexual”.


A pesquisa "The Social Costs of Pornography", publicada em 2010 pelo instituto Witherspoon (ligado ao Partido Republicano), leva esse argumento além e chama a atenção para problemas como o vício em pornografia e o suposto incentivo que ela dá a abusos sexuais. Usando dados de pesquisa em psicologia, o estudo indica que os comportamentos apresentados em vídeos são imitados e levam a um maior número de casos de violência contra a mulher. Na conclusão, a pornografia é comparada ao tabagismo, e o instituto recomenda que o governo americano interfira para regular a circulação de imagens de sexo explícito.

É só fantasia
Paloma Blanco

Mas há quem pense diferente. Outro estudo de 2009 mediu os efeitos positivos da pornografia em lugares onde ela era proibida e passou a circular livremente. Ex-professor da Universidade do Havaí e especialista em sexualidade humana, Milton Diamond argumenta que nesses locais o número de crimes relacionados ao sexo diminui. Seu estudo também aponta o que a pesquisa do Instituto Witherspoon timidamente admite: não é possível relacionar o aumento de abusos sexuais à livre circulação da pornografia. Apresentando dados de países como EUA, Polônia, Japão, Canadá, República Tcheca, China e Finlândia, Diamond mostra que não dá para afirmar cientificamente que ver material explícito seja prejudicial à sociedade e agrida, prejudique ou humilhe as mulheres. Seus dados dizem o contrário: quem assiste a vídeos de sexo explícito apresenta inclinação maior para a tolerância com as mulheres.


E, se há feministas que querem censurar a pornografia, existem também aquelas que não veem mal nela e até são a favor. Num artigo de 1997, Judith Butler, renomada filósofa norte-americana e professora da Universidade de Berkeley, argumenta que o pornô se baseia na relação entre os gêneros, mas “não constitui a realidade”. O principal componente dele é que representa uma “alegoria da vontade masculina e da submissão feminina” e que “repete sua impossibilidade de realização”. Ou seja, a pornografia não corresponde a comportamentos reais. Está mais para a fantasia.


Há também quem ache que feministas mais radicais estejam equivocadas em achar que todas as mulheres têm a mesma opinião. No site Our Porn, Ourselves algumas declaram não se sentir “ameaçadas ou prejudicadas pela criação ou visualização de pornografia” e apoiam “os direitos de qualquer gênero de ver, criar e desfrutar de pornografia sem julgamentos”. E há grupos de mulheres interessadas em criar conteúdo pornográfico com viés feminista, tentando transformar o pornô dominado pela visão masculina em conteúdo que agrade também às mulheres. Lançado em 2009, o DVD Dirty Diaries reúne 13 curtas produzidos na Suécia com essa proposta. Em seu manifesto, as cineastas dizem: “O erotismo é bom e precisamos dele. É possível criar uma alternativa à indústria pornográfica mainstream fazendo filmes sexy dos quais gostamos”.

Pornô prosaico

Paloma Blanco
As imagens que ilustram esta página fazem parte do livro PornoTapados (editora Belleza Infinita, 2007) e foram criadas pela artista espanhola Paloma Blanco. Durante alguns meses de 2006, Paloma – que hoje trabalha desenhando troféus – divertiu-se fazendo pinturas sobre fotos de publicações pornográficas e, assim, convertendo cenas de sexo hardcore em ações prosaicas como cozinhar, comer, ver televisão, cantar, dançar, ler etc. Apenas os semblantes de prazer e os textos originais permanecem. A edição traz reproduções das pinturas, utilizando o formato, o papel e a encadernação típicas das revistas do gênero.

A marca do jorro

Ejaculação feminina:
a real do fenômeno que intriga
homens e mulheres



Ela estava sentada em cima dele quando gozou. Foi tão intenso que hoje, oito anos depois, ela quase consegue sentir, mas não descrever. Ele sentiu um líquido quente escorrendo pelas pernas, ficou literalmente encharcado. Mônica e Franco eram só amigos, até que sentiram a energia sexual que tinham um pelo outro. “Rolava uma química absurda, a mesma frequência, o mesmo ritmo. Era uma coisa meio ‘encostou, rolou’”, relembra Mônica. Ele também ficou marcado. “Ficávamos três, quatro horas trancados no quarto. Era muito intenso.” Naquele dia, Mônica ejaculou. Mas só percebeu que estava tudo molhado depois. Os dois perceberam que tinha acontecido algo especial. Não conseguiam parar de rir.


Mônica só ejaculou mais uma vez, pouco tempo depois, com Franco de novo. “As preliminares foram longas. Ele me apalpou e fez carícias onde, para mim, só pode ser o ponto G”, conta ela, que sempre faz questão de mostrar onde e o que gosta na hora do sexo. “Acho que não rolou mais porque existe um desconhecimento geral dos homens e das mulheres em relação ao próprio corpo. Quando contei nenhuma das minhas amigas sabia nada a respeito”. Ela completa: “Outro dia vi a sexóloga do Altas horas [Laura Muller] falando que ejaculação feminina era lenda, que não passava de uma lubrificação mais intensa. O que eu tive não foi só lubrificação, ficou uma poça na cama. Fiquei até ofendida.”


Eduarda também passou por uma situação parecida. Ela tinha 23 anos quando ejaculou pela primeira vez. Ficou sem entender, achou que poderia ter tido incontinência urinária, mas o líquido não tinha cheiro, nem cor. “Tinha tido um orgasmo diferente, bem gostoso e superpotencializado.” Depois foi pesquisar, mas não encontrou muitos relatos. “Vi muito médico dizendo que era viagem, invenção de mulher histérica. Uma vez um ginecologista chegou ao ponto de me dizer para não comentar com as pessoas. Me senti um alien. Mas depois percebi que ter esse tipo de prazer é um privilégio.” Hoje suas ejaculações são frequentes. “É como se um canal tivesse se aberto. Mas é preciso muita confiança, entrega e bastante tempo. Se o cara pegar no clitóris e no ponto G ao mesmo tempo, pra mim é fatal”, explica. Seu atual namorado, Paulo, concorda. “Acho que é mais fruto de uma relação feita com entrega física e espiritual do que propriamente do uso de técnicas. Mais importante do que encontrar ou não o ponto é saber o que fazer com ele.”

Rainha do squirt
Nos últimos anos a ejaculação feminina tornou-se fenômeno do mercado pornográfico. Ganhou seu espaço como um dos inúmeros subgêneros do rala e rola: squirt (“jorro” em inglês). Sua estrela maior é a atriz pornô norte-americana Cytherea, que tem performance impressionante no quesito, mas várias outras exibem esse “dom”.


Para entender melhor essa história, fomos atrás de mulheres comuns que ejaculam e falamos também com sexólogos, terapeutas e ginecologistas. Como a ejaculação ainda é tabu para muitos, as mulheres falaram abertamente sobre o assunto, mas preferiram não tirar fotos nem revelar seus sobrenomes.


Autumn Sonnichsen


“Não aprendemos isso na faculdade, também não se fala disso na maioria dos consultórios”, explica o ginecologista e obstetra Jorge Kuhn. “Mas basta ter um pouquinho de humildade, visão aberta e deixar a mulher falar. Às vezes elas comentam com amigas que nunca ouviram falar disso, e se sentem diferentes. A ejaculação foi motivo da primeira consulta de muitas pacientes minhas.”


Kuhn explica que o “sêmen” feminino vem das chamadas glândulas de Skene, à esquerda e à direita da uretra. O líquido jorrado é pouco viscoso, não tem cheiro nem cor. Não é nada parecido com a urina ou a lubrificação, que vem das glândulas de Bartholin, na entrada da vagina. A maioria dos pesquisadores e educadores sexuais acredita que a ejaculação acontece com a estimulação do ponto G, tecido glandular esponjoso que pode ser sentido através das paredes da vagina. O famoso ponto é análogo à próstata masculina, se origina do mesmo tecido embrionário e, segundo Mantak Chia e Rachel Carlton Abrams, autores do livro taoísta O orgasmo múltiplo da mulher, é o “disparador” do líquido, que conteria substâncias químicas idênticas às presentes no sêmen masculino – menos, claro, os espermatozoides.


A sexóloga Glene Rodrigues explica que nem todas as mulheres podem “esguichar” dessa forma. “Estudos não científicos mostram que a maioria das mulheres teria essas glândulas fechadas e, por isso, não seria capaz de ejacular. Cientistas americanos acreditam que só 30% teriam esses condutos abertos.” Glene, no entanto, faz uma ressalva sobre a supervalorização da ejaculação feminina. “É muito importante ressaltar que a ejaculação não precisa acontecer para que o orgasmo seja intenso. O que importa é se descobrir, achar um parceiro que a estimule, para assim encontrar o seu potencial.” Procurada pela reportagem, a sexóloga do Altas horas, Laura Muller, foi cuidadosa: “Ainda não existe consenso entre os sexólogos sobre a capacidade das mulheres de ejacular. Porém alguns pesquisadores estão começando a dizer que elas podem sim soltar pequenos jatos – e não rios como se veem nos filmes pornôs. E não podemos nunca esquecer que o orgasmo não depende desses líquidos”.


Autumn Sonnichsen


Gabriel Saananda, terapeuta tântrico, dono do centro Cia. do Ser, explica que quando uma paciente chega à ejaculação durante uma sessão é porque teve um orgasmo “absurdo” e estava absolutamente confiante. Tatiana Ito, também terapeuta tântrica, joga um ingrediente místico na discussão. “É um líquido que não sai de dentro, ele vem da alma. Nenhuma mulher vai pesar menos depois.” Ela se baseia em relatos de mulheres que, depois de ejacularem 2 litros (sim, 2 litros) em sessões contínuas de massagem, só perderam 200 gramas.
“Tive um relacionamento de nove anos no qual eu não tinha prazer, era tudo meio seco. Há três meses conheci meu atual namorado e foi muito forte. Na segunda vez que a gente transou eu ejaculei. Fiquei assustada, não senti um jato, foi como se estivesse fazendo xixi. Mas foi uma sensação muito intensa, de êxtase, meu corpo vibrava. Agora é muito recorrente, 80% das vezes acontece. A melhor posição é de quatro. Outra coisa importante é que ele demora pra gozar, se preocupa muito com o meu prazer. E, outra coisa, no último ano emagreci 22 kg, hoje estou muito satisfeita com meu corpo, e isso também influenciou.”
Natália, 29 anos, historiadora e pesquisadora


“Eu devia ter uns 21, 22 anos quando aconteceu. Foi com o meu namorado, a gente estava se descobrindo, acho que foi de tanto praticar. Tenho muita facilidade pra gozar. Se o pênis for grande então, é muito rápido. Rolou três vezes com ele depois, e eu estava sempre por cima. Eu gozei, ele continuou a penetração, e aí ejaculei. Foi um prazer contínuo, como se o orgasmo não acabasse. Fiquei fora do ar, mole, minha perna não parava de tremer. Depois tive mais duas vezes, com dois caras diferentes. Não tenho pudor na hora do sexo, tudo é excitante, e eu fico muito lubrificada. Gosto muito da penetração e, na maioria das vezes, tenho orgasmos múltiplos, principalmente quando estou de quatro, mas depende do tamanho do pau. Pra mim, o ideal são uns 22 cm.”
Liege, 48 anos, gerente de pousada

 

Autumn Sonnichsen


“Sou virgem, mas no fim do ano passado ejaculei enquanto dava uns amassos com meu ficante no sofá. Não éramos namorados assumidos, mas nosso caso era sério e por isso tínhamos muita intimidade, sempre confiei muito nele. Eu estava super-relaxada e pra mim foi o maior privilégio, todas as minhas amigas sempre falam como é difícil gozar, e eu ejaculei no primeiro orgasmo da minha vida. Foi uma sensação ao mesmo tempo muito boa e muito estranha. Mas pensei: isso está muito bom pra ser alguma coisa errada. Senti uma pressão muito grande, como se uma bomba estourasse, minha perna adormeceu e começou a tremer. Não tenho uma relação muito boa com meu corpo, acho meu peito pequeno, minha bunda grande, a barriga gordinha, mas percebi que ele gostava de mim do jeito que eu era e desencanei.”
Débora, 20 anos, estudante de administração


“Tinha 17 anos quando rolou. Foi com um cara que mexia muito comigo. Estávamos no carro e começaram uns amassos. De repente, saiu um jato, como se fosse um xixi, e o banco ficou completamente molhado. Fiquei constrangida, eu era muito nova, não sabia o que era aquilo. Mas ele foi fofo. Depois aconteceu de novo com um ex-namorado, com quem eu tinha muita intimidade. Agora acontece com frequência com o meu atual, tanto nas preliminares como na penetração. Pra mim, a melhor posição é quando estou sentada por cima e junto com a penetração ele estimula meu clitóris. Ele adora quando acontece e às vezes fica achando que, só porque eu não ejaculei, não gozei. Não é nada disso, na maioria das vezes eu chego ao orgasmo, tenho facilidade. A minha relação com meu corpo é muito boa. Na hora do sexo, só penso no sexo.”
Gabriela, 21 anos, estudante de jornalismo


“Há um ano e meio eu tive uma ejaculação com um ficante, na primeira vez em que transamos. Rolou uma superintimidade e foi uma sensação maravilhosa, um orgasmo completamente diferente, uma experiência mística. Foi uma explosão, como se estivesse baixando o nível da água de um reservatório. Ele estava fazendo um fisting, técnica dos adeptos do fetiche, com as mãos, e eu fui dizendo para ele fazer uma compressão na região entre o umbigo e o começo da vagina, ao mesmo tempo que me penetrava com os cinco dedos e quase a mão toda. O resultado foi um squirt. Eu já tinha maturidade para saber do que se tratava e ele também. Não passo vontade, não dependo de homens para sentir prazer, já cheguei a me masturbar por quatro horas seguidas sem parar. Sinto que há um ponto muito erógeno no meu corpo que descobri há dez anos, quando tive um rolo com um europeu 17 anos mais velho. Ele era adepto do tantra e com ele descobri esse ponto, entre o umbigo e a vagina.”
Malu, 36 anos, designer de lingeries

Cuidado com as emoções tóxicas

Evite se agarrar em emoções como mágoa, raiva, tristeza, ansiedade e afins

Já viu um panda agarrado a um bambu? É mais ou menos assim que, às vezes, até sem perceber, as pessoas se agarram a algumas emoções - como mágoa, raiva, tristeza, ansiedade e afins. Um exemplo? Você levou um fora, já passou um tempão, mas há tanta raiva acumulada que nem o incrível Hulk a seguraria. Outro exemplo? Seu chefe a mandou embora, você já está em outro emprego, mas chora toda vez que vê a canetinha com o logotipo da ex-empresa na sua bolsa. O problema é que, quando em excesso, essas emoções se tornam tóxicas e aí é um passo para as doenças fazerem a festa.


“As pessoas funcionam em um eixo psicossomático. Acredito que grande parte dos distúrbios e disfunções orgânicas tenham sua origem em problemas de natureza psicológica. O que acontece? Receber uma descarga hormonal (adrenalina) em alguma situação de estresse é normal. Mas, se o estímulo que a desencadeou já não existe mais, e o corpo continua se sobrecarregando de cortisol, aí é problema”, explica Artur Zular, presidente do departamento de medicina psicossomática da Associação Paulista de Medicina (APM) e autor do livro “Sucesso sem Stress” (Editora Best Seller).


Para o cardiologista, a maioria das pessoas que alimenta as emoções tóxicas tem um padrão de funcionamento emocional repetitivo. “É como se o indivíduo fosse condicionado, como se um “software” fosse instalado em sua mente desde a infância e, então, fica bem difícil sair desta zona de conforto”, completa Zular.


Sai que esse corpo não te pertence!


Os especialistas dão dicas para você se livrar das toxinas emocionais:


“Quando você deseja muito uma coisa e ela não acontece, cria-se uma energia, um desgaste tão grande que a emoção acaba atropelando tudo. E aí vem uma forte mágoa. Mas por que isso acontece? Por causa do medo, por exemplo, de achar que você não é bom o suficiente. O mecanismo que você cria é assim: ‘Se eu preciso ser a melhor, eu estou dizendo que não sou a melhor. Ou seja: tenho de me desgastar mais’. O que fazer? Quando começar este processo do ‘eu preciso’, pergunte-se: ’Eu estou brigando com o que dentro de mim? Que conflito é esse? O que falta para que eu me sinta bem sem entrar em uma energia de competição interna?’. A compreensão faz toda a mudança” – Lucia Rodrigues, consultora em criatividade quântica


“Invista em bom humor! Um experimento propôs aos voluntários que eles receberiam um pequeno choque a qualquer momento. Uma parte dos indivíduos apenas esperou pelo choque, outra parte esperou ouvindo um áudio sem conteúdo humorístico e um terceiro grupo esperou pelo choque ouvindo um áudio com conteúdo de humor. O áudio de humor foi capaz de reduzir a ansiedade antecipatória ao choque.” – Ricardo Teixeira, neurologista e colunista do site “Atmosfera Feminina”


“Naturalmente vivemos em função de símbolos e procuramos alimentá-los dentro de nós - seja um parceiro ou uma parceira. Se não der certo, parta em busca de outros. A vida sempre continua. Já diz o ditado: ‘Papa morto, Papa posto’. Agora, se o desligar-se for difícil demais, a hipnose quântica pode ajudar. Por meio de uma comunicação não verbal consegue-se entender melhor as emoções e a decodificá-las. Assim, é possível ficar livre de bloqueios.” – Leonard Vera, psiquiatra especializado em hipnose clínica


“Ponha o seu foco na percepção, na elaboração e na atuação. Percepção é desligar o piloto automático, indignar-se com a situação. Elaboração é procurar ajuda na psicologia, espiritualidade e afins. E atuação é ‘botar a mão na massa’, gastar energia para mudar, levantar-se da cadeira.” – Artur Zular, especialista em medicina psicossomática

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