segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sinto...

Conta-me uma história como se fizesses girar a roda do tempo.
Coloca-me nos dedos o movimento da semente que nos meus olhos germina.
O chão moldou a tua passagem pela noite...
Mas o dia continua em ti...
Sinto que escutamos o som dos veios rodando
e como aves desenhamos circunferências em torno de um eixo,
o nosso próprio rosto...
Sulcamos o templo,
o fogo e o metal da passagem...
Tocamos a porta para abrir um momento....
Conta-me como um rosto consegue dilatar os círculos contendo o lado mais obscuro da matéria...
Agora que descobriste esta casa,
repousa as mãos,
olha...
Conta-me...
Como se fosses o sopro que me acolhe no interior da esfera...

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