quarta-feira, 16 de junho de 2010

O amor dura para sempre? A resposta divide os especialistas

O amor romântico, apaixonado, está se esvaindo, diz Elaine Hatfield, pesquisadora da Universidade do Havaí, EUA. “O amor apaixonado proporciona uma viagem às alturas, como uma droga, mas não pode durar para sempre”, diz. Mas o amor companheiro – menos emocional e associado aos relacionamentos mais longos – também pode diminuir sua intensidade com o tempo, pondera Hatfield, que conduz uma série de estudos sobre o assunto desde 1981.


Parte das afirmações de Hatfield também é corroborada por Susan Sprecher, que afirma que apesar da maioria dos casais acharem que o amor aumenta com o tempo, na verdade ele entra em declínio constante até o final da vida.


Sprecher diz que o amor se esvai mais acentuadamente nos homens, mas o nível de satisfação diminui para ambos os sexos. Mas quanto maior o tempo juntos, mais o casal se vê comprometido um com o outro.


Mas como entender os relacionamentos duradouros? Hatfield sugere que o amor passional deve ser algo intermitente, que aparece e desaparece em períodos eventuais, e que mantém o relacionamento sólido.


Histórias de amor


Robert Sternberg, outro pesquisador do assunto, discorda. Para ele, o amor não tem um declínio, mas para que isso ocorra, ambos os parceiros devem compartilhar da mesma “história de amor”. Sternberg, da Universidade de Tufts, EUA, que estuda o amor há mais de 28 anos, classifica as histórias de amor em três tipos: histórias de viagem (aquelas em que o início do romance foi uma mudança desafiadora), de humor (em que os casais parecem não levar o relacionamento muito a sério) e autocráticas (quando as pessoas tomam decisões resolutas sobre o relacionamento).


Mas independentemente do teor da história, diz Sternberg, o importante é que o casal conte-a da mesma maneira. Afinal, as histórias de amor são feitas de detalhes que fazem toda a diferença.


“Se as histórias não batem, mais cedo ou mais tarde as pessoas se descobrem infelizes com o relacionamento”, diz o pesquisador. Para Sternberg quanto mais complementares as histórias contadas pelos cônjuges em seu estudo, maior o nível de felicidade de ambos.

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