quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nas minhas mãos

Tenho,
nas minhas mãos,
dois caminhos
duas decisões,
mesmo quando tudo parece desabar.
Cabe a mim decidir,
entre rir ou chorar,
entre ir ou ficar,
entre desistir
ou lutar.
Se o mar
está revolto,
posso ficar na praia
ou sair para pescar
e,
talvez,
nunca mais voltar.
Tenho,
nas minhas mãos,
o bem e o mal
e entre eles
poucos pensamentos.
Um diz para fazer
sem culpa,
o outro pensa,
reflete
e pede para esperar
enquanto o mundo
se perde em erros.
Posso me manter sereno,
sem medo
porque tenho a chave
da minha vida
nas minhas mãos;
então,
hoje,
me sinto mais forte,
pois atravessei
os desertos da alma.

Amei
quem não me amou
e deixei de lado quem muito
me amava
Atravessei caminhos
nem sempre floridos,
que deixaram marcas profundas em mim.
Mas amei
e fui amado.
Por isso, tenho nas minhas mãos
bem mais que a vida.
Tenho a dúvida
e a certeza;
a esperança
e o medo;
o desejo e a apatia,
o trabalho
e a preguiça.
E me dou
o direito de errar
sem me cobrar
e acertar
sem me gabar
porque descobri
no caminho incerto da vida,
que o mais importante
é o decidir.
E decidi,
de uma vez
por todas,
ser simplesmente feliz.
E esse caminho
não tem volta...

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