domingo, 20 de junho de 2010

Boom imobiliário em Londrina-Pr

Preço de terrenos triplica com previsão
de R$ 1 bilhão em crédito

Nos três primeiros meses deste ano, a Caixa já negociou R$ 225 milhões, ou seja, R$ 3 milhões por dia útil foram liberados para a aquisição de imóveis; Durante todo o ano passado foram financiados R$ 500 milhões



O volume de recursos destinados ao financiamento da casa própria em Londrina poderá chegar a R$ 1 bilhão em 2010. A expectativa otimista é da superintendência regional da Caixa Econômica Federal (CEF) e representa o dobro financiado em 2009: R$ 500 milhões. Somente nos três primeiros meses deste ano, o montante negociado foi de R$ 225 milhões. Em média, o banco estatal liberou R$ 3 milhões por dia útil.


O gerente regional de negócios da construção civil da CEF, Ubiraci Rodrigues, disse que o volume de projetos aprovados, financiados e que estão em execução é de 4.099 unidades residenciais. Ele compara com números do ano passado: até maio eram apenas 144 unidades. “Ainda estamos analisando mais de 2 mil unidades, que devem ser aprovadas até o final deste ano. Para os próximos meses, a expectativa é a liberação de recursos para a construção de 500 novas unidades”, disse.


O bom momento vivido pelo mercado imobiliário também pode ser constatado pelo número de alvarás de construção emitidos pela Prefeitura. Nos cinco primeiros meses deste ano, segundo o relatório da diretoria de aprovações da Secretaria de Obras, foram liberados 1.541 alvarás. No mesmo período de 2009, eram 1.087. Crescimento de 41,7%.


De acordo com Rodrigues, muitas empresas de outros Estados estão demonstrando interesse em investir em Londrina. O gerente revelou ainda que uma grande construtora mexicana procurou a Caixa para negociar o financiamento de empreendimentos populares no município. “As empresas estão sendo atraídas pela rapidez que as unidades são comercializadas. Como há um grande volume de crédito disponível, as construtoras estão investindo na expansão dos negócios”, disse. Valorização dos terrenos O grande volume de unidades residenciais em construção provoca outro aquecimento: o mercado dos terrenos. Em algumas regiões de Londrina o metro quadrado chegou a triplicar de valor. Terrenos que eram comercializados a R$ 20 o m2 no início de 2009, hoje são vendidos, no mínimo, por R$ 70. Os números são do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina (Sincil).


As regiões que mais valorizaram foram a leste e a divisa entre a norte e oeste. Para o presidente do sindicato, Marco Antonio Bacarin, as duas áreas são “as meninas dos olhos dos investidores”. Ele afirmou que nessas duas regiões o metro quadrado foi o que mais valorizou nos últimos 12 meses. “Na zona leste, próximo a Universidade Federal Tecnológica (UFTPR), no ano passado ainda encontrávamos terreno nu sendo comercializado a R$ 40 o metro quadrado. Hoje, não encontramos terrenos abaixo dos R$ 100. Na região norte/oeste o preço ainda é um pouco menor, mas os terrenos apresentaram valorização surpreendente. Se alguém quer investir nesse segmento, essas são as regiões com as melhores oportunidades”, disse.


O presidente Sincil ressaltou que os terrenos nas regiões leste e norte/oeste podem valorizar ainda mais, uma vez que as construtoras estão em busca de grandes espaços. Além do preço, ele explicou que as empresas também são atraídas pelos aspectos geográficos dos terrenos. “São áreas planas, o que diminuiu o valor do empreendimento. Estão se tornando excelentes oportunidades para as construtoras, pois o valor do terreno não pode ser superior a 5% a 8% do total do empreendimento concluído. Nessas regiões, alguns terrenos somam 4% do montante investido na obra.”


Mesmo com a alta, o preço do metro quadrado nas regiões leste e oeste ainda estão distantes da área mais valorizada de Londrina: a Gleba Palhano, região sul. De acordo com o presidente do sindicato, o m2 de terrenos próximos ao cruzamento da Avenida Madre Leônia com a Ayrton Senna chega a custar entre R$ 1 mil e R$ 1.100.


No entanto, Bararin explicou que a média do metro quadrado comercializado na região varia entre R$ 500 e R$ 600. Para ele, o valor dos terrenos da Gleba Palhano está “estagnado” depois de uma grande valorização nos últimos anos. “Apenas algumas poucas áreas podem valorizar um pouco ainda. Contudo, os preços estão estabilizados, senão passam a inviabilizar os investimentos. O valor final fica muito alto e a comercialização é mais difícil”, afirmou.

Fonte:http://portal.rpc.com.br/jl/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1015569&tit=Preco-de-terrenos-triplica-com-previsao-de-R-1-bilhao-em-credito

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